"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe." (Jean Piaget)

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domingo, 28 de março de 2010

DESCOBRINDO O MUNDO MICRO

Empolgados e anciosos com as aulas de Ciências toda terça-feira, meus alunos da 7ª Série da manhã da EEEFM Rio Caeté compareceram em peso na escola, pois foi o dia que marcamos para termos o primeiro contato com o microscópio e conhecer o universo minúsculo que nos constitui e que nos cerca. Muitas perguntas a respeito do conteúdo surgiram para mim, antes durante e depois da visualização. Amei o comportamento da turma e principalmente o interesse. Prometo aqui turma querida fazermos mais aulas práticas.

segunda-feira, 22 de março de 2010

VISITA

Acabava de chegar de um almoço, em um domingo preguiçoso onde eu só vinha pensando em tirar um  merecido cochilo para depois dar continuidade nas tarefas de minha pós-graduação, quando chego em casa sou surpreendida com esse visitante em minha garagem. Maria Benedita sempre comigo, entramos em ação, enquanto minha mãe em pânico se preocupava em pedir para que alguém o tirasse de lá e tentando me afastar com medo de que eu fosse atacada pelo animal. É ela não é bióloga. Por isso tanto medo. Logo após  um amigo retirou e soltou em um terreno vizinho.

domingo, 14 de março de 2010

IPOMOEA SP



Depois de ter assumido os cuidados ao jardim da EEEFM Padre Luiz Gonzaga, começo a ter surpresas bastante agradáveis. Esta semana encontrei essa trapadeira com muitas flores, que as vezes me confudem suas cores se são roxas, liláses ou azuis. Fazendo um lindo contraste com o verde das folhas. Muitos chamam de Ipoméia ou apenas trepadeira roxa.
  • Nome Científico: Ipomoea sp
  • Sinonímia: Convolvulus cairicus, Ipomoea palmata, Ipomoea pentaphylla, Ipomoea tuberculata
  • Nome Popular: Ipoméia, jitirana, jetirana, corriola, campainha, corda-de-viola
  • Família: Convolvulaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Brasil
  • Ciclo de Vida: Anual
Trepadeira muito rústica de rápido crescimento. Possui flores de coloração rosa com o centro arroxeado, tendo outras variedades. Deve ser utilizada para cobrir treliças, cercas e muros. Dependendo da variedade, pode perder a cor com o tempo.
FONTE: http://www.jardineiro.net

segunda-feira, 8 de março de 2010

ÍRIS

Muito interessante minha relação com a natureza que há pessoas que não acreditam quando relato certas situações como a dessa flor. Essa planta pertence ao jardim da EEEFM Padre Luiz Gonzaga, onde trabalho e junto aos alunos, professores e amigos da escola procuramos manter ele florido, limpo e diversificado em fauna e flora.
Eu estava falando com dois amigos da escola que se prontificaram a capinar o jardim na semana segunite e indiquei essa planta que no instante estava sem flor para ser removida de lá, como por súplica três dias antes da capina, ela surge com essa flor como quem mostrasse suas qualidades para permanecer lá. E com certo constrangimento, confesso que ela ainda está lá linda e delicada.
  • Nome Científico: Iris germanica
  • Nome Popular: Íris, Íris-barbado, Flor-de-lis
  • Família: Iridaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Europa
  • Ciclo de Vida: Perene
A Iris germanica é uma das espécies do gênero Iris que mais contribuiu para a formação dos populares híbridos atuais. Suas folhas são longas e laminares, como espadas, e medem cerca de 60 cm de comprimento. Elas são verde-azuladas e ficam dispostas em leque, partindo dos espessos rizomas. Estes rizomas são conhecidos por sua fragrância, quando secos e moídos, o que os torna muito utilizados em perfumaria.
FONTES: http://www.cultivando.com.br
                  http://www.jardineiro.net

domingo, 28 de fevereiro de 2010

CARAVELA

Physalia physalis
Bonitas, porém perigosas,essa época do ano é muito freqüente encontrarmos essa espécie (Physalia physalis) de Cnidário na Praia da Ajuruteua- Bragança- Pará, onde faz muitas vítimas essas estavam na areia esperando a maré encher. Essa é a forma conhecida como CARAVELA, veja que a parte superior tem o formato de uma vela de barco. Nesse dia fotografei apenas três, elas estavam em locais diferentes da praia e uma delas fez uma vítima. Após o contato com o animal a criança foi retirada da água às pressas e foi levada ao Posto Médico, aqui fica o alerta cuidado com os cnidários presentes nas praias.

FILO: Cnidaria

CLASSE: Physalia

ORDEM: Siphonophora

FAMÍLIA: Semeostomidae

NOME CIENTÍFICO: Physalia physalis

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

MARIPOSA ESPERANDO POR MIM


Rothschildia hesperus betis

De volta a Vila do Bacuriteua, para cumprir horário antes do recesso, na escola Cezar Pinheiro onde leciono. Fui surpreendida por essa mariposa na sala onde me encontrava, não a havia visto até ela bater asas e me assustar com seu vôo, ao vê-la sair pela janela lamentei não ter capturado-a através da lente de “Maria Benedita” (minha câmera). Assim cumpri o horário de trabalho em meio aos diários de classe com médias e freqüências de meus alunos, porém volta e meia lembrava a mariposa que escapou. Quando saí da escola para retornar a Bragança, como por instinto olhei para a parede de fora da escola e lá estava ela, linda, no seu marrom caramelo como se estivesse me aguardando para ser fotografada. Foi tão passiva aos meus “clicks” que pude fazer a foto da cabeça. No México ela está associada a deusa Itzpapalotl.
Características- Possuem asas de cores brilhantes e variadas. Em média, uma mariposa ou borboleta vivem 2 semanas, variando com a espécie. Algumas podem viver por 2 dias, enquanto outras podem viver por 6 meses a um ano. Suas asas podem ter cores que imitam (mimetizam) as espécies de plantas ou de outras borboletas ou mariposas tóxicas e assim acabam sendo protegidas dos predadores. Algumas borboletas e mariposas possuem cores semelhantes às do ambiente, ficando "camufladas" e, portanto menos visíveis para os predadores.
Habitat – áreas rurais e urbanas, matas, jardins. 
Ocorrência – são encontradas em todos os continentes, exceto na Antártida.
Hábitos– noturnos.  
Alimentação – néctar e substancias adocicada. 
Predadores naturais – pássaros, aves, répteis e anfíbios.  
Ameaças – destruição do habitat, poluição, caça indiscriminada, agrotóxicos. Borboletas, mariposas e suas lagartas, necessitam de plantas e ambientes específicos para sua sobrevivência e por essa razão são especialmente vulneráveis à degradação ambiental. Em todo o mundo, há várias espécies sob risco de extinção. No Brasil, segundo o IBAMA, Portaria nº 1522/1989 e nº 45-n/1992 a lista oficial de espécies da fauna brasileira ameaçada de extinção, inclui 25 borboletas, das quais 4 são consideradas extintas
Fonte: http://www.vivaterra.org.br/insetos_3.htm

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CARANGUEJO FANTASMA


Ocypode albicans

Muito mais que informar sobre a espécie desse crustáceo, a intenção desta postagem é deixar que a foto fale por si. Pois ela diz, muito mais que eu possa escrever aqui quanto a crescente poluição de nossas praias. Após os “clicks” que dei, esse caranguejo entrou no buraco com a colher plástica, imagino quantas colheres ele não tem guardadas lá, entre outras coisas nocivas ao meio. Já está passando da hora, de nos alertarmos para o destino de nosso lixo e responsabilidade para as coisas que carregamos quando buscamos uma praia para nossa diversão. Ajuruteua é linda demais para fazermos dela uma lixeira a céu aberto, tendo a fauna como coadjuvante inocente nesse processo, tornando-se vitima tanto quanto a gerações futuras.
Subclasse: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Família: Ocypodidaele
Nome em inglês: ghost crab
Para ficar longe do alcance da água, também conhecido como maria-farinha cava buracos na areia, preferindo o limite extremo da praia, onde a vegetação se instala.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

ESPERANÇA

Tettiigonia viriidissima
 
Final de dezembro, mais uma manhã dourada e quente desponta no azul da noite, tomando conta do céu os raios dourados do sol bragantino, lembrando uma tela que de súbito me remete a Van Gogh, por seu fascínio em relação ao amarelo. Chego ao portão de casa para sair em direção ao meu emprego, recebo um bom dia com a presença desse inseto conhecido como esperança, lá na grade como se estivesse a minha espera. Foi o suficiente para eu abrir um sorriso e acreditar que teria um dia proveitoso, divaguei na crença popular, no mesmo tempo em que eu fazia as fotos.
Ordem: Orthoptera.
Nome Científico: Tettiigonia viriidissima
Tamanho: 55 mm.
Habitat: Moitas, arbustos e áreas acidentadas, com vegetação.
Esta espécie é reconhecida pelo seu tamanho e pela lista marrom que tem na cabeça e no tórax. Pode voar bem, mas fica comendo no matagal a maior parte do tempo. Seu "canto" é alto e pode ser ouvido no começo da noite.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CHULA

Estava navegando no estuário de Nova Olinda, AugustoCorrêa, Pará, no barco de meu amigo Antônio Jorge, quando ele despescou o curral (um método de pesca artesanal) e veio esse peixe. Eu nunca havia visto e achei muito interessante, pois quando criança me contaram a história da SOLHA como também é conhecida. Os pescadores contam que Nossa Senhora querendo atravessar a Maré perguntou a um peixe que ali estava:
- Solha, a Maré enche ou vasa?
E ela ao invés de responder arremedou-A, ficando de boca torta para sempre como castigo de sua malcriação.
O Siri presenciando toda essa cena ofereceu-se para atravessar Nossa Senhora sobre seu casco que como recompensa ficou com sua imagem gravada em suas costas.
Porém o nome da espécie é Achirus lineatus, emprestei essa foto para ser publicada em um livro, na verdade um guia de identificação de título Peixes e camarões do litoral bragantino. Em algumas regiões ela faz parte do cardápio do povo, sua distribuição corresponde da Flórida (EUA) até o Uruguai.
Fontes: http://cejagranja.blogspot.com/
              Peixes e camarões do estuário do litoral bragantino, Pará, Brasil Belém: MADAM, 2005. Página 209.
 
  

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

CNIDÁRIOS












Era dia 30/12/2009 estávamos na praia de Ajuruteua, com a intenção de chegarmos até a barca encalhada, que há anos atrai turista. Quando chegamos próximo a barca encontramos várias medusas na areia, a espera da enchente da maré que aconteceria apenas dentro de quatro horas. Inebriados pela vontade de fazer a diferença para aquela, tão temida pelos banhistas, água viva eu e meu primo Felipe nos colocamos a removê-las da areia até as poças d'água que são formadas na praia durante a vazante da maré, para que seguissem a espera da maré encher, para que fossem levadas novamente a mar aberto de onde vieram, enquanto minhas primas Isabela e Renata faziam as fotos. Ellen e Nicole torciam tanto para nossa empreitada quanto pela vida das medusas resgatadas. Essa prática não deve ser feita sem o acompanhamento e supervisão de um adulto. Segundo os biólogos Armênio Uzunian e Ernesto Birner, amaciantes de carne são comumente empregados na cura das queimaduras provocadas pelo contato com os tentáculos desses animais, que possuem uma célula urticante denominada CNIDOBLASTO de onde é liberada uma toxina proteíca que pode levar muitos animais a óbito. O amaciante de carne atua na digerindo essa toxina.
Para o nativos das praias daqui da redondeza, essas medusas são conhecidas como PUNUM, com a ajuda (via WEB) dos biólogos André Morandini e Ralph Vanstreels aqui vai a taxonomia dela.
Filo: Cnidaria
Classe: Scyphozoa
Ordem: Rhizostomeae
Gênero: Lychnorhiza
Espécie: Lychnorhiza lucerna
Nome popular: água-viva, medusa 



sábado, 16 de janeiro de 2010

FLOR



Na 6ª série da EEEFM Maria de Nazaré Cézar Pinheiro em Bacuriteua, enquanto eu ministrava aula de Ciências, em que eu falava que a flor é o orgão reprodutor da planta, um aluno perguntou se eu não ia fazer foto das flores que eles levaram para nossa aula prática. Foi nesse instante que percebi que ele fazia questão de estar aqui no blog, na mesma hora peguei "Maria Benedita" (minha câmera) e registrei a  aula. Aqui estão vocês como sempre florindo a minha vida e o meu trabalho.

domingo, 10 de janeiro de 2010

CARRAPATEIRO






Voltando da praia de Ajuruteua, em uma das pontes que nos trás a Bragança, avisto essa ave,  saco "Maria Benedita" (minha câmera) da bolsa e registro essa imagem, onde o verde e o cinza do mangue fazem o cenário perfeito. Ao chegar em casa, com ajuda dos biólogo Marcos Torres e o veterinário Sérgio Alcântara, via WEB, foi possível identificar esse animal. É um “CARRAPATEIRO”, que pertence a família Falconidae e recebe o nome científico de Milvago chimachima. É um dos gaviões mais conhecidos do Brasil, recebe também outros nomes como “Carapinhé e Pinhé”. Seu hábito alimentar corresponde a invertebrados, aves e carniça sua ocorrência e distribuição estão na América do Sul e Central.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

SUPERANDO AS DESVANTAGENS !

 



 
Meus alunos da EEEFM MARIA DE NAZARÉ CÉZAR PINHEIRO do Ensino Médio Noturno, superaram as desvantagens que o dia a dia os impõem, obrigando-os a estudar após a jornada de trabalho. Ao solicitar a eles a atividade das maquetes para a disciplina de Biologia, confesso que subestimei o interesse e empenho deles, jamais esperei que fossem apresentar a tarefa com tanto empenho. Pois é a primeira turma em que todas as equipes apresentam o trabalho. Amei a experiência e a surpresa que tive com eles. Parabéns meus alunos !



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